O que você precisa saber sobre seguro de vida

Você já parou para pensar nas garantias que a sua família terá quando você não estiver mais presente ou em caso de doenças graves? Por não conhecerem o seguro de vida, muitas pessoas estão abrindo mão de contar com essa proteção tão essencial.

A seguir, você saberá o que é um seguro de vida, quais as diferenças entre seguradora e corretora, quem você deve procurar para fazer um seguro, quais são as coberturas inclusas, como identificar o seguro de vida mais adequado para a sua renda e, ainda, quais são as diferenças para a previdência privada.

 

  1. O que é o seguro de vida?

O seguro de vida é um acordo firmado com uma empresa que irá garantir assistência financeira aos seus familiares e/ou dependentes quando você não estiver mais entre eles ou, então, quando não possuir condições financeiras para prover o sustento de sua família devido a acidentes ou doenças.

Em caso de morte natural ou acidental, a seguradora paga uma indenização a uma pessoa que você escolher como beneficiário. Se a causa for invalidez permanente, por exemplo, é possível fazer o resgate do valor parcial ou total que foi acordado na apólice do seguro.

 

  1. Qual é a diferença entre seguradora e corretora?

Nem sempre ao fazer a contratação de um seguro de vida, o consumidor consegue identificar a diferença entre a seguradora e a corretora contratadas.

As seguradoras são as empresas que oferecem as garantias do seguro, ou seja, são elas as responsáveis por pagar o valor segurado.

Já os corretores são pessoas ou empresas autorizadas pela SUSEP – o órgão regulador do mercado de seguros – a comercializar os seguros/produtos das seguradoras. A corretora é a empresa que irá auxiliá-lo para encontrar a melhor seguradora, de acordo com as suas necessidades e condições financeiras.

 

  1. Quem devo procurar para fazer meu seguro: uma seguradora ou uma corretora?

Para quem deseja conhecer todas as opções disponíveis, comparar preços e condições de contrato de diferentes seguradoras, o ideal é procurar o corretor para que ele avalie junto com você a melhor opção.

Nesse momento, preste atenção: o corretor deve demonstrar conhecer o mercado de seguros para identificar as melhores coberturas e benefícios, disponíveis em planos diferentes de uma ou várias seguradoras.

Muitas pessoas justificam a procura pela seguradora para economizar, considerando que o corretor irá inserir no valor final a sua comissão, de acordo com a tabela da SUSEP. Porém, quando você vai a uma seguradora, serão apresentados apenas os planos da empresa em questão, restringindo suas opções.

 

  1. O que um seguro de vida cobre?

Como dissemos, o seguro de vida pode incluir várias coberturas. A cobertura básica e obrigatória inclui indenização em casos de morte natural e de morte acidental. Em muitos casos, a cobertura básica também se aplica em situação de invalidez permanente por acidente ou doença.

Além dessas, existem diversas coberturas adicionais, como auxílio e/ou assistência funeral, renda por incapacidade temporária em caso de acidente, renda por perda de emprego e muitas outras. Essas coberturas adicionais podem ser incluídas na apólice conforme a sua necessidade e o preço que você deseja pagar mês ou por ano.

Embora essas coberturas sejam consideradas adicionais num seguro de vida, muitas delas podem já estar incluídas nos preços oferecidos pelas seguradoras. Na dúvida, peça a ajuda do seu corretor de seguros para entender o que a modalidade de seguro de vida que você quer contratar inclui.

 

  1. Como faço para saber exatamente o que está coberto pelo meu seguro?

Antes de fechar, peça ao seu corretor que lhe informe o que consta ou não em seu plano. Os riscos cobertos devem constar, obrigatoriamente, na apólice. Este é o documento que formaliza o contrato de seguro, estabelecendo os direitos e as obrigações da seguradora e do segurado.

A apólice de seguro caracteriza a aceitação dos itens detalhados na proposta e o compromisso formal da seguradora em atender a todas as obrigações contidas nas cláusulas da proposta alinhadas entre você e seu corretor.

A apólice deve apresentar também a data da emissão, o início e o fim da vigência, o limite máximo de garantia (LMG), o limite máximo de indenização (LMI) de cada cobertura e o valor do prêmio (que é o valor que o segurado paga para ter o seguro).

O número de ordem da respectiva proposta também precisa estar citado no documento da apólice. A proposta deve conter ainda os dados básicos do segurado, da seguradora, do corretor, do seguro e o número com que o plano foi protocolado na SUSEP.

  1. Como identificar o seguro de vida mais adequado para a minha renda?

O consultor tem o papel de fazer a análise da sua renda e identificar a melhor apólice de seguro para atender à sua necessidade. O seguro ideal não deve comprometer mais do que 30% da renda atual do segurado.

Outro ponto importante é que não existe renda mínima para que uma pessoa possa contratar um seguro de vida. Entretanto, toda proposta que é enviada à seguradora passará por uma análise de risco, aumentando ou não o valor do prêmio (valor mensal ou anual pago).

O seguro de vida proporciona proteção às famílias das mais diferentes classes sociais, em especial aquelas que possuem pouco ou nenhum patrimônio ou reserva financeira. Para estas, em particular, a falta do provedor ou a sua invalidez permanente compromete, total ou significativamente, e de forma imediata, a renda e a subsistência dos dependentes. Este tipo de seguro auxilia a manutenção do padrão de vida da família, a continuidade do estudo dos filhos, o sustento da casa, entre outras despesas, até que a capacidade financeira esteja recuperada.

  1. Mas, então, quais são as diferenças entre seguro de vida e previdência privada?

Apesar de haver semelhanças na prática, planos de previdência privada e seguro de vida têm diferenças conceituais importantes.

A previdência privada é destinada ao acúmulo de recursos no longo prazo para ser usufruído pelo titular ainda em vida, por exemplo, durante a aposentadoria. O dinheiro é investido em aplicações financeiras para render e fazer o montante crescer. Na hora de usufruir dessa reserva, o titular irá recebê-la em forma de renda mensal ou de uma só vez, como preferir.

O seguro de vida é voltado para a proteção do segurado e da sua família caso a geração de renda cesse em função de um imprevisto. Um dos principais benefícios do seguro de vida é que a quantia paga pela seguradora ao(s) beneficiário(s), no caso de morte do segurado, não entra em inventário. Isso significa que a quantia pode ser liberada rapidamente e sem taxação no imposto de renda. Assim, mesmo que a previdência privada do falecido tenha sido inteiramente consumida em vida, a família ainda terá recursos repassados a ela sem burocracia após a morte do provedor.

Outra diferença importante: em caso de processo, o capital do seguro de vida é impenhorável, ou seja, não pode ser utilizado para pagar dívidas a credores. Por não ser considerado investimento financeiro, isso é válido mesmo quando o seguro é resgatável, ou seja, quando é possível reaver valores sem que ocorra morte ou doença. Ao contrário, os planos de previdência privada não são necessariamente impenhoráveis.

Uma questão que precisa ficar clara é que seguro de vida e previdência privada NÃO são complementares e, portanto, não terão as mesmas condições de resgate.

Ficou alguma dúvida? Converse com um corretor ou especialista em seguros. Ele poderá explicar melhor cada detalhe do seguro de vida mais adequado para a proteção que você precisa.