Plano de saúde para cães e gatos: vale a pena?

Você sabia que os planos de saúde para animais têm tido grande procura no Brasil? A preferência é especialmente de quem optou por uma raça com mais propensão a problemas de saúde ou passou por algum susto – e teve despesas altas – com seu animal de estimação. Além disso, há o fato de a medicina veterinária no Brasil ainda ser uma das mais caras do mundo, o que também leva muitos proprietários de animais a recorrerem aos convênios de saúde.

O serviço é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, na Resolução 647, de 1998, e os planos devem obrigatoriamente estar registrados de acordo com essas regras. Segundo a lei, planos de saúde podem ser oferecidos por empresas de intermediação de serviços (que apenas comercializam o plano), empresas prestadoras de serviços diretamente (como clínicas) ou empresas de intermediação e prestadoras de serviços médicos veterinários (clínicas que possuem plano próprio).

Entre as classes B e C (de 10 a 20 salários mínimos e de 4 a 10 salários mínimos, respectivamente), o custo médio mensal com produtos básicos para cães é de 3,2% e 7% da renda familiar, ou seja, R$302,00. Famílias que optam por gatos, nessa faixa salarial, gastam, respectivamente, 1,3% e 2,8% da renda mensal com a manutenção do animal, o que corresponde a R$121,39. Hoje, há opções de planos de saúde a partir de R$70,00 por mês, que podem incluir procedimentos ambulatoriais, consultas, exames, vacinas e até cirurgias. A economia, dependendo do caso, pode ser expressiva.

Com cada vez mais empreendimentos exclusivamente dedicados aos planos de saúde para pets, a variedade de opções pode confundir os donos de bichos de estimação que buscam por esse tipo de serviço. No entanto, as empresas responsáveis por esse segmento contam com diferentes níveis de cobertura para a saúde dos animais, permitindo que os proprietários encontrem o conjunto ideal de vantagens para manter a saúde dos seus bichinhos. Então, antes de contratar um plano para o seu pet, fique atento aos detalhes e conheça os benefícios da contratação desse serviço:

 

1 – Como nos planos de saúde para humanos, os planos para animais também podem contar com períodos de carência para certos procedimentos e exames. Caso seu cão ou gato precise de tratamento antes do prazo estabelecido, considere outras opções.

2 – Alguns contratos excluem doenças preexistentes, cirurgias altamente qualificadas e operações plásticas. Fique atento a cada opção oferecida e o que está incluso no plano.

3 – Cada empresa trabalha com um limite de idade para aceitar os segurados. A maioria dos planos de saúde apenas aceitam filhotes a partir de 6 semanas de vida. Ainda, há casos em que animais com mais de 8 anos de idade não são aceitos. Verifique se o seu animal está dentro dessa faixa.

4 – Outro ponto a se levantar em conta é a frequência com que o animal vai ao veterinário. O ideal é fazer uma média anual dos custos das idas ao consultório e checar se o valor gasto com a mensalidade é maior ou menor que a soma das consultas individuais.

5 – Quando é contratado um plano, a tendência é o animal ter um tratamento preventivo, já que as coberturas incluem ao menos uma consulta por ano. Assim, o plano é vantajoso porque cumpre o calendário de vacinação e os exames periódicos preventivos. O veterinário trabalha evitando que o animal adoeça. Esse é o grande benefício que o dono e o animal têm.

6 – Alguns planos dão aos animais segurados descontos em produtos e serviços, como tosa, banho e serviços de funeral. Verifique se alguma das opções que você está analisando oferece essa vantagem.

7 – Visite a empresa, consulte os serviços disponíveis, os profissionais habilitados e a localização das clínicas em sua cidade.

8 – Preste atenção no seu próprio seguro: alguns seguros pessoais oferecem descontos em pet shops como serviço adicional. Outros chegam a oferecer cuidados com a saúde de animais de estimação. Há seguradoras, por exemplo, que oferecem benefícios para o pet, que podem ser incluídos nas apólices de seguro de carro e residência junto com outros serviços. O benefício dá direito a consultas veterinárias de rotina e seus respectivos retornos em clínicas da rede credenciada para cães e gatos. Para quem tiver um seguro como esses, pode valer a pena incluir a cobertura para o pet na apólice.

9- Cuidado com as taxas abusivas: há planos que cobram taxas altamente caras quando há rescisão de contrato ou morte do animal. Outros, por outro lado, incluem auxílio funeral.

10- Cães e gatos que já têm um profissional de confiança ao qual recorrer em casos de emergência ou têm boa saúde – com poucas ocorrências de problemas e doenças – nem sempre ganham muito com os planos. Já animais de raças mais propensas a determinadas complicações de saúde podem ter nos planos a solução perfeita que combina economia e bem-estar.

11- Assim como ocorre nos planos de saúde para pessoas, a negativa de cobertura também pode ocorrer nos planos destinados aos bichos. Quem contrata uma apólice de saúde desse tipo deve aumentar os cuidados com a alimentação do bichinho, pois alimentar o pet com comida inapropriada pode fazê-los passar mal, e os veterinários poderão constatar o quadro e os motivos através de exames clínicos especializados, negando-se a arcar com os custos dos procedimentos.

12- Quem já sofreu uma emergência com seu pet sabe que não medimos esforços para vê-lo bem novamente e, no momento do desespero, acabamos aceitando tudo o que o veterinário indica: cirurgias, tratamentos, remédios caros e consultas de retorno. Uma das maiores vantagens de um plano para eles é que você não precisa arcar com o valor elevado de um atendimento em uma emergência ou deixar de fazer o tratamento adequado por não ter dinheiro disponível no momento.

 

Para finalizar, mais importante que comparar os preços é prestar atenção especialmente aos limites de uso, à cobertura máxima anual e aos serviços inclusos. Não se esqueça de buscar também referências sobre a companhia que oferece o plano, ler o contrato com muita atenção e conferir se a rede credenciada tem registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária de seu estado. Coloque, então, todas as questões na ponta do lápis e decida o que mais se ajusta à realidade sua e do seu animal!